A Black Friday já não é apenas um dia de promoções

É o maior stress test digital do ano, um momento em que campanhas, tecnologia, equipas e infraestrutura são levados ao limite.

Antes de entrar diretamente no tema, vale a pena fazer-lhe algumas perguntas diretas.

Tem a certeza de que o seu website aguenta o dobro, o triplo ou dez vezes mais tráfego?

 As integrações de pagamento e inventário funcionam sob carga extrema?

 A infraestrutura responde da mesma forma quando há milhares de utilizadores ativos?

 E se algo falhar, existe plano de contingência?

A verdade é simples: não basta ter boas campanhas. É preciso ter uma base tecnológica capaz de as sustentar.

Quando o tráfego se transforma em risco

Durante a Black Friday, nada funciona como num dia normal. Os sistemas enfrentam:

Mais acessos ao website

 Mais transações simultâneas

 Mais consultas às bases de dados

 Mais integrações a funcionar ao mesmo tempo

E é aqui que as fragilidades normalmente invisíveis se revelam.

Quando o website começa a falhar, os efeitos são imediatos: perda de vendas, clientes frustrados e reputação afetada.

E isto não acontece só às empresas que “não sabem o que fazem”.

Para quem não vê o risco, acha que o problema é exclusivo das empresas que não percebem de tecnologia ou que só acontece aos outros, os casos seguintes provam que ninguém está imune…

A verdadeiramente negra sexta-feira da J.Crew em 2018

Na Black Friday de 2018, a J.Crew viveu um dos maiores colapsos digitais já registados num grande retalhista.

O website apresentava lentidão extrema, erros constantes e falhas no checkout, com longos períodos de indisponibilidade.

A causa foi surpreendentemente simples: um script externo do IBM Digital Analytics/Coremetrics carregado no início da página, no elemento “head”.

Num dia normal, isto apenas tornava o site mais lento.

Na Black Friday, tornou-se um gargalo que bloqueou o carregamento de vários componentes essenciais.

À medida que o tráfego aumentava, o site ficava cada vez menos funcional.

As estimativas apontam para perdas superiores a 700 mil dólares apenas nas primeiras horas.

Um detalhe técnico invisível tornou-se desastroso no momento mais decisivo do ano.

A maior Black Friday da Boots… pelos motivos errados

Em 2024, a Boots preparou a sua maior Black Friday de sempre.

Mas, logo nas primeiras horas, ficou claro que a campanha estava longe de estar pronta para o tráfego que iria receber.

  • O website tornou-se intermitente.
  • A app falhava repetidamente
  • As páginas demoravam a carregar.
  • Os clientes eram colocados em filas virtuais intermináveis.
  • Transações eram interrompidas antes de serem concluídas.

 

Tudo isto devido a uma única razão: tráfego muito acima da capacidade prevista.

Sem escalabilidade adequada, nem sistemas de priorização de checkout e sem otimização para picos, a infraestrutura cedeu rapidamente.

Uma empresa pronta para vender não estava preparada para a quantidade de pessoas que queria comprar. Está a ver o caos que originou e as perdas que adviram daí?

Para quem acredita que “só acontece aos outros”… até os gigantes caem.

O HSBC, um dos maiores bancos do mundo, enfrentou uma falha séria na Black Friday de 2023.

No dia 24 de novembro, em pleno pico de compras, a aplicação deixou de funcionar, os serviços online ficaram intermitentes e o sistema de autenticação falhou completamente.

Milhares de clientes não conseguiram autorizar pagamentos, validar compras ou concluir transações digitais.

Muitas empresas perderam vendas porque os pagamentos simplesmente não foram aprovados.

A causa foi uma falha técnica interna. Não houve ataque, nem sabotagem — apenas um ponto crítico de infraestrutura incapaz de lidar com a pressão extraordinária do dia.

Se até um banco global, com equipas enormes, redundância avançada e tecnologia de última geração falha sob pressão, imagine o risco para uma empresa que nunca testou a sua escalabilidade.

O que estes casos têm em comum

As falhas que pareciam pequenas tornaram-se gigantes sob pressão.

Sistemas não preparados para tráfego extremo colapsaram.

Integrações externas tornaram-se pontos fracos decisivos.

A falta de testes de carga e de escalabilidade transformou grandes oportunidades em prejuízos reais.

E tudo isto podia ter sido evitado.

Como preparar a sua empresa para ganhar a Black Friday

Infraestrutura otimizada.

Escalabilidade automática.

Monitorização em tempo real.

Testes de carga.

Segurança reforçada.

Backups verificados.

Planos de contingência claros.

A soma destes elementos é o que separa quem falha de quem aproveita verdadeiramente a Black Friday.

O fator humano: tecnologia não chega sem especialistas

A estabilidade digital depende tanto da infraestrutura como das equipas que a monitorizam e mantêm.

A CLML trabalha ao lado de cada empresa para antecipar riscos, monitorizar sistemas, responder rapidamente, proteger websites e dados, e garantir que tudo funciona quando importa.

Enquanto a sua equipa se foca no negócio, a CLML assegura a infraestrutura que o suporta.

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